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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

uma pausa para o Paulinho


Logo que assumi a diretoria das rádios e-Paraná alguém falou que minha gestão seria um atraso para emissora porque eu sabia até a data de batismo do Paulinho da Viola. Que falha, a minha. Bem que gostaria, mas não sei. 

Eu amo o Paulinho da Viola. Adoro tudo: a voz, o jeito, as músicas, suas maneiras chiques, seu jeito educado, fino, requintado... tudo que conheci nele, gostei. Apesar de achar que ele deveria tocar em todas as rádios do país, não imponho aos programadores sua presença, mas ao seguirem as orientações artísticas da emissora, o Paulinho é naturalmente tocado...  


O dia hoje começou de um jeito muito, muito, muito bom. Acompanhe: na cabeceira direita da minha cama há um rádio sintonizado na Educativa FM, na esquerda, na AM. 

Pois bem, acordei cedinho e como de costume bati no rádio da direita pra ver se estava no ar, com boa transmissão, etc. Tudo certinho, som limpo, rolando Marisa Monte a cantar “Para Ver as Meninas”, do queridíssimo Paulinho. ouvi até o fim, porque adoro essa música e ela estava a soar tão bem naquele horário, naquele volume, daquele jeito. Me acomodei melhor e fiquei a pensar sobre “uma pausa de mil compassos / um samba sobre o infinito...”. 

Desliguei o radinho e girei o botão do outro aparelho, o da esquerda. AM em alto e bom som, a tocar o próprio Paulinho em “Coisas do Mundo, Minha Nega” (que, é claro, é uma das favoritas de todo mundo), agradeci a sorte e pensei que “as coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender”.

As rádios são bem diferentes, mas elas têm como ponto comum a qualidade da música e vez ou outra o que toca em uma passeia pela outra. Ô sorte! 

Que maravilha começar assim! Nem na Argentina, nem na Itália, nem no Uruguai... em lugar algum do mundo a gente tem Paulinho da Viola quando acorda! 

Para quem está longe ou não ligou o rádio cedinho, um Paulinho mais do que especial. 




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

grande experiência!


Eu precisava comprar uma cadeira. Coisa simples, sem estofamento, sem cor, sem truques, sem voltas. Cadeira daquele tipo que antigamente se usava de par com as maravilhosas e úteis e belas escrivaninhas. 

Pois bem, sem grana e com a tarefa a ser vencida, fui ao centro velho ali pelas imediações do Paço da Liberdade: comércio super popular, brechós, bares, biroscas, putas. 

O carro? No estacionamento. E lá aconteceu a primeira surpresa do dia, big surprise, como diria N Pessoa. O carro que estava na minha frente era um desses de oito metros de altura, utilitário importado, super chique e poderoso; quando embicado o manobrista fez sinal que não, ordenou meia-volta e fechou a cara. Pensei que o lugar estivesse lotado, mas ele me acenou para entrar e fiz a manobra. Na placa dizia: “apenas carros pequenos e médios” e uma liçãozinha de moral implícita sobre os novos ricos que entopem as ruas da cidade com suas jamantas. Fui ao delírio!

A andar apressada, ocupando meu horário de almoço, na ida achei ter ouvido, numa dessas lojas populares, numa dessas caixas de som de lojas populares, a guitarra de um amigo, do Maurílio Ribeiro. Tem gente que ouve vozes, eu as vezes ouço música - e como isso é relativamente comum comigo, segui.

Escolhi cadeira, pechinchei, troquei de modelo, paguei, carreguei e voltei. 

Novamente em frente à caixa de som, ouvi “Que reste-t-il de nos amors”. Fiquei por ali, dando um tempo para matar a charada.
Quando a música acabou, entendi. Uma das ruas mais populares da cidade, numa das lojas mais populares da região, em que o forte de dia é a venda de móveis furrecas e de noite o crack, lá, no meio de tudo isso, a rádio Educativa fica ligada durante o dia, “porque o chefe da gente manda e a gente gosta”.

Carros grandes não têm vez e a música é a melhor possível. O mundo tem salvação!

97.1FM
www.rtve.pr.gov.br
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