sexta-feira, 13 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
se essa rua fosse minha, o pé de ipê tava vivo
Você já reparou que as flores do ipê só
deixam as árvores para formar tapete colorido quando chegam ao auge da cor, ao
ponto máximo, ao estado maior de beleza? Por que será? Uma vez estava
conversando, sobre outro assunto, com a Leila Pugnaloni e ela me disse que pensava que as pessoas eram assim... que quando
chegam ao entendimento, à compreensão total, ao topo das próprias
possibilidades é porque estão próximas do fim... que a vida é boba e acaba
justamente no momento em que a gente começa a dar conta de sacar tudo... que a
vida acaba no melhor da festa, no melhor da cor. Como a florada do ipê...
Será que é isso?
Mas comecei escrever esse post porque queria
falar das cores dos ipês, da beleza deles.
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| esse ipê fica no interior de SP, numa pracinha de Batatais e foi fotografado em 2006 por Ricardo Ferreira de Paula. Lindo! Lindo! Lindo! |
Desde pequena gosto de flores. As crianças
geralmente não dão muita bola pra esse tipo de assunto, mas eu aprendi, quando
ainda era Nãna ou Adrianinha, a olhar pro colorido e pras formas da natureza.
Aos 8, 9 anos tinha obsessão por rosas,
roseiras. Depois margaridas (amava margaridas!). Copos de leite, azaléias e uma
infinidade de flores, folhagens e árvores
que minha mãe olhava e eu imitava. Lá pelos 12, 13 virei a cabeça e vi
um ipê. Desde então acompanho as floradas. A cada ano elejo um favorito, o mais
bonito, o mais emocionante. O que mais conversa, alegra, enfeita e coloca a
gente pra pensar.
A temporada está começando, mas há pés que já
floriram e já se acabaram. Talvez retornem triunfantes, triunfais, ainda nesse
ano, talvez não, vai saber... É sempre uma surpresinha, uma expectativa.
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| essa super maravilha fica ali na rodoviária. eu roubei a foto do blog do Nego Pessoa, o trabalho, pra lá de espetacular, é do Dico Kremer e da Carmem Lúcia. |
Mas você já reparou como as flores do ipê
caem dos galhos? Elas se jogam no chão em piruetas suicidas. Chovem na calçada,
se transformam. Passam a tapetes.
Eu gosto de caminhar em cima das flores. O
Nego Pessoa acha que é um crime, que é feio e insensível. Eu acho lindo flutuar
por ali, uma adaptação de “tu pisavas nos astros distraída...”.
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| fala sério, não é uma delícia poder andar num lugar assim? |
Das pessoas que conheço, que gostam desse
tipo de coisa, a Lina Faria é a que
mais combina comigo, porque quando ela revela faz isso sempre do jeito que eu
olho. A maneira como ela vê as flores é muito parecida com a minha. Acho que se
eu fosse fotógrafa e se fotógrafa, fosse competente, seria como a Lina...
Essa foto aí de baixo é um presente dela.
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| por cima da terra, por baixo do céu, a Lina, eu e o ipê! |
quarta-feira, 11 de julho de 2012
cartas que nunca mando
Porto do Havre, 7 de setembro de
1964
Tomzinho querido,
Estou aqui num quarto de hotel,
que dá para uma praça, que dá para toda solidão do mundo.
São 10 horas da noite, e não se vê
vivalma.
Meu navio só sai amanhã à tarde e é
impossível alguém estar mais triste do que eu.
E como sempre, nestas horas,
escrevo para você cartas que nunca mando.
Deixei Paris para trás com a
saudade de um ano de amor, e pela frente, tem o Brasil, que é uma paixão
permanente em minha vida de constante exilado.
A coisa ruim é que hoje é 7 de
setembro, a data nacional, e eu sei que em nossa embaixada há uma festa, que me
cairia muito bem, com o Baden mandando brasa no violão.
Há pouco telefonei para lá para
cumprimentar o embaixador, e veio todo mundo ao telefone.
Estão queimando um oleo
firme!
Você já passou um 7 de setembro
Tomzinho, sozinho, num porto estrangeiro, numa noite sem qualquer perspectivas?
É fogo maestro!
Estou doido para ver você e
Carlinhos e recomeçar a trabalhar. Imagine que este ano foi praticamente
dedicado ao Baden, pois Paris não é brincadeira! Mas agora o Tremendão
aconteceu mesmo! A Europa teve que curvar-se! Mas ainda assim, fizemos umas músiquinhas,
como “Formosa“. Você vai ver! Tudo sambão! Parece até que a saudade do Brasil
quando a gente está longe, procura mais a forma do samba tradicional do que a
Bossa Nova; não é engraçado? São como diria o Lucio Rangel: “as raízes!”.
Vou agora escrever para casa,
pedindo dois menus diferentes para minha chegada. Para o almoço, um tutuzinho
com torresmo, um lombinho de porco bem tostadinho, uma couvinha mineira e, doce
de coco. Para o jantar, uma galinha ao molho pardo, com arroz bem soltinho e,
papos de anjo. Mas daqueles que só a mãe da gente sabe fazer! Daqueles, que se
a pessoa fosse honrada mesmo, só devia comer, metida em banho morno, em trevas
totais, pensando no máximo, na mulher amada. Por aí, você vê como estou me
sentindo; nem cá, nem lá!
Fiquei muito contente com o
sucesso de “Garota de Ipanema“, nos Estados Unidos. E Astrudinha, hein?
Que negocio tão direito. Vamos ver se desta vez, os intermediários deixam “algum”
para nós!
Fiquei muito contente também, com
a noticia do sucesso de “Berimbau” aí no Brasil. Dizem que estão tocando a músiquinha
“pra valer”! Isso me alegra muito pelo Baden. E pra que mentir? Por mim também!
É bom saber que a gente não foi esquecido, que o povo continua cantando as
nossas coisas; pois no fundo mesmo, é pra ele que a gente compõe!
Lembro-me tão bem, quando fizemos o samba, uma madrugada, há uns 3 anos atrás,
por aí. Eu disse ao Baden: isso tem pinta de sucesso. E ficamos cantando e
cantando o samba até o sol raiar.
“Quem é homem de bem não trai o
amor que lhe quer seu bem.
Quem diz muito que vai não vai,
assim como não vai, não vem.
Quem de dentro de si não sai, vai
morrer sem amar ninguém.
O dinheiro de quem não dá, é o
trabalho de quem não tem.
Capoeira que bom, não cai, e se um
dia ele cai, cai bem.
Capoeira me mandou, dizer que já
chegou, chegou para lutar.
Berimbau me confirmou, vai ter
briga de amor, tristeza, camará.”
Vinicius
sábado, 7 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
donaire
Pode existir algo mais admirável, bacana,
interessante, bonito, sedutor do que uma pessoa naturalmente elegante? A gentileza
de gestos, pensamentos e ações; a fineza no trato e no vestir; a cortesia e a
delicadeza na vida... são indispensáveis, peças fundamentais.
Mas tem que ser naturalmente elegante! Nesse
tipo de coisa, não dá para forçar a barra, a máscara cai rapidinho.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
grande encontro
Um dos meus jeitos para escapar um pouquinho
da loucurada do cotidiano é me esconder por um pedaço de hora na Universidade
Livre do Meio Ambiente.
De quando em vez vou até lá, me sento no sol e fico
quieta, olhando. Olhando. Quieta. Antigamente levava livro e lia. Mas hoje em
dia prefiro, de fato, não fazer nada.
Hoje estava lá sentadinha a pensar em nada
como de costume e, de repente, não mais que de repente, apareceu sem dar aviso,
sem anúncio, vinheta ou ruído, bem do meu lado, um tucano. Não um tucano
daqueles exuberantes que estampam camisetas ou paineis cafonas em feiras de artesanato.
Não! Um tucano elegante, discreto, requintado. Um tucano de bico preto.
Ele veio bem pertinho de mim. Achei que
gostasse de silêncio e calmaria e por isso tratei de ficar quieta em sua
companhia. Não tive coragem de me mexer nem para pegar o telefone para uma
fotografia. Também não puxei conversa. Ficamos os dois ali, parados, lada a
lado, cada um com suas coisas, até que ele foi pro meio das árvores e eu pro
carro.
Eu achei esse tucano na internet, o que
estava comigo hoje era parecido, só que mais caladão, mais na dele, menos
exibido.
Vinícius, velho, saravá!
Não me lembro do dia em que conheci Vinícius
Coelho. Mas me lembro de tantas outras coisas...
Conversas no bar, conversas na
rádio, conversas em casa, conversas na rua, conversas no carro...
Lembro de todo tipo de papo: alegrias,
tristezas, música, futebol, personagens, histórias, risadas, gargalhadas,
choros, suspiros... Há muita coisa que ficará em mim pra sempre e, mais ainda, o
privilégio de que tudo de melhor que trocamos não tem relação nem com música
nem com futebol.
Acho chato falar de uma pessoa que não faz
mais parte disso tudo aqui, pode dar impressão daquela super valorização
pós-morte. Mesmo assim tenho vontade de conversar um pouco sobre o Vinícius,
acho que só para afirmar o quanto eu gostava dele e me sentia lisonjeada com a
sua presença e suas demonstrações de carinho, amizade, etc.
O Vinícius foi, antes de qualquer coisa, um
gentlman. Foi sim. Educado, fino, cheio de gentilezas. Que delícia poder ter
alguém assim no convívio!
O via, minimamente, duas vezes por semana.
Quando chegava aqui e eu não estava e ele não podia esperar,
escrevia bilhetinhos carinhosos, contando da sua passagem (que me enlouqueciam,
porque ele sempre pegava o primeiro papel que encontrasse para a comunicação – fosse documento
importante, carta, memorando, programação...).
Tive a honra de organizar festinhas na
minha casa em petit comite para seus 77, 78, 79 e 80 anos. Dessa última tenho
um pedacinho que sintetiza o que ele representa pra mim: nos parabéns, primeiro
a atenção comigo só depois apagar velas...
Sentirei sua falta Vinícius, foi muito bom!
terça-feira, 26 de junho de 2012
burrocracia
Um dia desses fui trocar meu plano de saúde.
Resolvi sair da incompetente Amil para me filiar a duvidosa Unimed. Essa é mais
uma das tantas formas que pratico para, mensalmente, queimar meu suado
dinheirinho. Tenho saúde de ferro, poucas coisas me abalam, só vou ao médico
uma vez por ano para passar aquele scan geral. Mas tenho um medinho, vai que me
acontece alguma coisa... Não posso ser pega desprevenida.
Pois bem, passei a mão no telefone e falei
com a mocinha da Unimed. Ela, dona daquela dialética irritante e possível só
aos profissionais de telemarketing, me passava valores e planos quando até que chegou a
uma opção que me pareceu a mais coerente para o meu caso, a interrompi e bati o
martelo: “Quero essa!”. Ela, coitada, não conseguiu parar de falar antes do fim
da sua lista, simplesmente não conseguiu, teve que citar todos os pormenores de
todas as outras opções de plano mesmo depois de eu ter me decidido. Ouvi
pacientemente. Quando terminou, repeti o que queria. Ela, monótona e
automática, combinou dia e horário para que um atendente viesse buscar meus
autógrafos em seus formulários.
No dia
seguinte o pontual colega da mocinha, que
apesar de me atender pessoalmente também terminava as frases com “senhora” (eu
achei que isso fosse exclusivo do lance por telefone), me contou detalhes
do plano. Eu não os queria saber, mas parece que eles têm, por obrigação
profissional, que percorrer muitas informações, apesar da cara de tédio e dos
movimentos de pressa do freguês.
Assinei uns 783 formulários diferentes. Fiz
duas ou três declarações, obrigatoriamente de próprio punho. Respondi, honestamente, 90 perguntas. Paguei. E quando eu pensei que estava tudo certinho veio a pá de
cal, eu precisava de provas: de residência (atualizadíssima); de ser mãe da
minha filha; de poder arcar com os pagamentos; de que eu era eu; de que as
assinaturas eram minhas; etc., etc., etc.
De tudo, o que mais me deixou irritada foi o
comprovante de residência. Aquele tom sério do cara, falando como se esse fosse
o documento mais importante da vida, e ele sempre repetia “tem que ser
atualizado”. Por quê? Pra quê? O único motivo da Unimed querer saber meu
endereço é para me mandar as faturas... ou será que um médico ou diretor ou
funcionário irá a minha casa para o five tea o’clock?
E para mandar as faturas
era só aceitar o endereço que eu afirmava...
Cara! Fiquei super ofendida. A impressão que
eu tive (movida também um pouquinho pelas doses de paranóia que me
acompanham), é de que a Unimed duvida de tudo que digo. Sou mentirosa e tenho
que provar cada informação que passo. Não adianta dizer que moro na rua tal;
que quero o plano B; que tenho dependentes no plano; que eu sou eu.
domingo, 24 de junho de 2012
brrrr! que frio!
Depois que fiz aquele post sobre a casa na árvore
própria de cada um fiquei pensando em mil outros temas para o mesmo tipo de
abordagem.
Hoje, inspirada nessa temperatura ridícula e
olhando para os meus pés, inventei como seriam as meias ideais de algumas
pessoas...
Pra Lívia que recusa chinelo, pantufa, meia ou
qualquer outra coisa depois que passa do limite da porta:
Pro Dé que sente muito frio, toda a lã do
mundo:
Pra Pati porque é organizada e gosta de cada
coisa em seu lugar:
Pro Carlos Alberto que não admite andar com
qualquer tipo de
sapato em casa:
Pra Chica que é divertida e estilosa:
Pra Gabys porque tem adereços que combinam
perfeitamente:
Pra Andrea que, tenho certeza, curte o Dancing Days:
Pra Betina que já tem outras caveiras
tatuadas no corpo:
Pro meu pai que é sério e não gosta de
brincar com essas coisas:
sábado, 23 de junho de 2012
se fizer bom tempo amanhã...
Eu, Lívia e Marta fomos ao Paiol na fria
noite de sábado. O primeiro sábado se inverno. Lá dentro, inverso de inverno.
Um clima descontraído como se estivéssemos no quintal da casa da Suzie e do
Vicente num dia ensolarado e cheio de calorzinho e sol e cerveja e... samba!
No show “Eu Canto Samba” o grupo fez um
passeiozinho pelo nosso ritmo maior. Tintim por tintim cantaram as delicadezas
de letras dos nossos tão aplaudidos
compositores populares. No repertório, delícias para ouvir, cantar e
dançar: Noel Rosa, Paulinho da Viola, Haroldo Barbosa, Dorival Caymmi, Sinhô e
por aí vai...
Eu sei que o Vicente, maestro, arranjador e
instrumentista é rigoroso, exigente e dedicado e que a turma toda estuda e se
empenha muito, mas há tanta leveza e bom humor no palco que parece que aquilo
tudo é pura brincadeira.
Quem não conhece o Brasileirão, deve colar na
agenda do grupo e segui-lo pelas paragens que volta e meia fazem pela cidade.
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| perdão pela foto mal tirada, eu estava mais interessada na música... |
Suzie
Franco e Renildes Chiquito (sopranos), Cida Airam e Fernanda Sabbagh (mezzo-sopranos),
Beth Lopes e Renata Melão (contraltos), Bruno Mazanek e Levi Brandão (tenores),
Reginaldo Nascimento e André Barroso (barítonos), e Marcos Appel e Freddy
Branco (baixos). No instrumental (hoje): Fábio Cardoso (piano), Sandro Guaraná
(baixo), Vicente Ribeiro (cavaquinho), Cláudio Menandro (violão 7 cordas), Luis
Rolim e Marcos Saldanha (percussão).
É sempre
bom lembrar que essa turma conta com os trabalhos de produção da
competentíssima Beth Carlos.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
a menina que olhava para câmera
Jul,
Eu estou, sem falsa modéstia, acostumada às
boas qualidades dos meus filhos.
Sinto um amor muito grande por eles, pelas
pessoas que são, pelo o que estão se tornando individualmente. É muito bom
fazer parte da vida de gente assim; como mãe, então, nem se fala.
Mas há coisas que me tocam o coração de uma
maneira muito especial...
Quando a Lívia, tão pequenininha, depois de
alguns ensaios subiu ao palco do Guairão, sozinha, e deu conta de tudo, de
maneira tão profissional, tão bonita, tão competente, achei que não teria mais
esse solavanco, chacoalhão de orgulho.
Depois daquilo veio o convite para o cinema.
Ela animada, depois exibida, depois cansada, depois exaurida e, por fim,
realizada.
Você me mostrou o filme antes. Eu gostei, mas
fiquei um pouco desconsertada, porque não sei ainda olhar para uma história de
um jeito não-aristotélico – o cinema
descontínuo é uma novidade pra mim e eu fico um pouco tonta, perdida,
esperando aquela sequência a que me habituei.
Talvez por isso, eu assisti primeiro o filme,
depois pensei na minha filha... Eu só fui levar a bofetada de satisfação (como
a de ver a Livinha no Guairão) naquele sábado em que você trouxe o cartaz do
filme aqui. Você não faz ideia do que é para uma mãe olhar a foto de sua caçula
estampando a divulgação de um filme em que ela é a protagonista. Uma foto tão
linda! Um momento tão bom! Uma emoção tão forte! Saber que a filha realiza uma
coisa, conclui um trabalho, se dedica à feitura ainda que lhe custe alguns
sacrifícios de sua vida de criança... saber de tudo isso e ter a noção do
tamanho dessas coisas, é muito especial. Que bom que é ter a possibilidade de
viver momento assim.
Obrigada, Jul!
Agora sobre o filme. Não vou percorrer, de
novo, minha emoção de mãe ao ver minha filha numa telona de cinema. Pulo essa
parte e me mando direto ao ponto. Eu nunca havia visto filme, história, enredo
sem ser da maneira de sempre, que vocês, que entendem das paradas, chamam de
“Aristotélico”. Eu gosto da maneira dele, de sempre: fico confortável e bem
situada com continuidade de tempo e espaço, com a historinha sendo contada
naquela ordem que conheço, no máximo um flashback básico e tudo volta a ser
como aprendi: do menor para o maior, da esquerda para direita...
O estranhamento que me causou, não me impediu
de estar aberta e atenta à nova fórmula. Com isso, descobri que há maneira
diferente de contar uma história, de olhar o mundo e de descobrir coisas... Fiz
ligações que não sei se correspondem com a proposta, em outra oportunidade te
conto.
Amei a Lívia valsando com a câmera e se você
tiver uma foto daquele momento e me enviar, ficarei muito agradecida.
Obrigada por fazer parte da nossa vida e por
proporcionar que a minha Lívia, apesar da pouca idade, já tenha tantos momentos
inesquecíveis.
Um beijo,
PS - Me manda o filme para eu postar aqui...
terça-feira, 19 de junho de 2012
3X4
A minha amiga Sandra é uma mulher incrível!!!
Estamos uma na vida da outra desde outra
vida, desde sempre, embora com espaços e distâncias maiores do que eu gostaria.
Me ensinou a limpar a casa, a deixar de ser
boba, a seguir a vida, a tratar as coisas, a não desistir, a não encobrir. Mas
ela não fez isso só comigo, só por conta dos meus lindos olhos, ela fez tudo
isso porque é assim, porque esse é o seu jeito, porque é isso que faz para quem
está em volta.
A Sandra é mãe de todos – e é o fura bolo e o
mata piolho. Ela é todos os dedos, mãos, pés. Ela é o cérebro e coração. Tudo
junto, tudo ao mesmo tempo agora.
Adulta, com filhas, marido, casa, cachorro,
gato, galinha e uma maré financeira esquisita, ela decidiu que voltaria
estudar. Todo mundo deu força, claro!, e apesar de conhecê-la e sabê-la
dedicada a tudo que faz, conseguiu surpreender, porque ninguém imaginava
que se envolveria de tal maneira com os estudos e descobertas e leituras e
grupos e invenções. Mais? Fez tudo isso trabalhando, cuidando da casa, das
filhas, do marido, dos irmãos, das amigas. Fez tudo, sem deixar a peteca cair. Cobrindo
todos os lados. Batendo escanteio e cabeceando. Um olho no peixe e outro no
gato.
Ela é a rainha e a serva de uma família
linda, bem composta, bem estruturada. Alicerce e flor. Inspiração e sorte de
quem está em volta!
Se eu tivesse que descrever determinação,
força, entusiasmo, amizade, boa vontade, dedicação, amor e as bem-aventuranças
num pizzini, escreveria Sandra
Cristine!
sexta-feira, 15 de junho de 2012
???
trimmmm
-
alô?!
-
é a Adriana?
-
sim!
-
desculpe, foi engano.
que coisa estranha! vai saber o que se passa
na cabeça das pessoas...
terça-feira, 12 de junho de 2012
ah!, o amor...
lembra do Pepe Le Pew? o gambá doidinho que
se apaixonou por uma gatinha que ele podia jurar, com a pata em cima da bíblia,
que era didelfídeo como ele.
pobre Pepe, tão apaixonado, tão cego de amor, tão francês...
e a gatinha Penélope? tinha tanta pena dela
também: tão gata, tão livre, tão felina, tendo que correr, ferir, fugir de um
apaixonado inconveniente.
pode parecer incrível, mas o casal era
perfeitinho. porque ele, dono de uma paixão exacerbada, arrebatadora, de um romantismo a toda prova,
precisava, claro!, de um ser para amar, uma musa que inspirasse constantemente
aquele mar de loucuras... o saco sem fundo desse amor só era possível porque
ela não ligava a mínima, sendo para sempre o objeto de seu desejo... já ela,
que tinha queda pela liberdade, que gostava de ser dona de seu destino e de
suas escolhas, toda vez que fugia dele, colocava isso em prática. reafirmava
sua independência e seu poder de escolha toda vez que lhe dizia não. acho que
por isso sempre passava debaixo de uma escada, de uma lata de tinta, de um
móvel recém pintado e tatuava a listra branca na imensa calda e recomeçava a
história...
os bichos precisam das situações mais
estranhas para viver...
terça-feira, 5 de junho de 2012
delírio I - em genebra
Depois de conversa rápida, trocada em meia dúzia
de linhas nesse blog, com o virtual, bicicletista e misterioso Jopz, resolvi viajar para Genebra.
Cheguei agora pouco e dá para entender os
motivos dos conselhos de Jopz. Esta é a capital da paz. Nações Unidas, UNESCO,
Cruz Vermelha e todo o tipo de organização que pensa na totalidade da
humanidade com empenho e boa vontade está aqui, de corpo presente, com prédios lindos
e trabalhadores incansáveis, que se esforçam em todas as possibilidades para fazer
desse, um mundo melhor.
Há também os bancos. Lindos bancos. Ricos
bancos. Quanta grana!
Há céu azul, ar puro, gentilezas e muita
cordialidade.
Há muita gente de outros lugares. Forasteiros,
como eu, de mais de 180 países que se misturam e dialogam civilizadamente.
Não sei se por influência do Jopz ou se pelos
traumas anteriores, estou me locomovendo de bicicleta...
Vou descansar, amanhã escrevo mais.
domingo, 3 de junho de 2012
pode parecer incrível, mas escapei de novo assalto
Não vou relatar, estou com preguiça, raiva,
medo. Em vez disso, prefiro me divertir
pensando nas reações de quem conheço (ou não) e já não aguenta mais essa minha
relação com os delinquentes da cidade:
-
minha mãe: “Se você tivesse um
marido... Adriana, penteie esse cabelo!”
-
minha irmã: “Eu não aguento mais
comprar rádio para o seu carro! Com esses seus assaltos já amarguei 5
aparelhos...”
-
meu irmão: “Puxa Adri, apesar de
tudo você está tão bonita.”
-
Lulu: “O seu sol na casa 12 as
vezes dificulta um pouco.”
-
Tia Sueli (1a série):
“Separando em sílaba: as-sal-to.”
-
Gilberto Gil: “O cerne da questão
está na introspecção de cada ser, na percepção da humanidade, na compartimentalização que se nota dentro das totalidades.”
-
Vânia: “Vamos beber, mulher!”
-
Marta: “Tem uma entrevista
incrível do Jamelão no Canal Brasil.”
-
Caetano Veloso: “O Brasil é
lindo, amaro! Ou não!”
-
Julinho da Adelaide: “Chame o
ladrão.”
-
Lívia: “Guria! Não dá agora!”
-
Gabys: “Deixe que quebre...”
-
Carlos Alberto: “Se distraia, dê
uma olhada nos Diálogos de Platão, que maravilha!”
-
Bea: “Eu trouxe um dois-amores
pra você!”
-
Joa: “Perfect, plus, golden,
master.”
-
Dani: “Eu conheço uma cartomante
ótima!”
E você, diz o que?
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